Quintais Agroflorestais

As práticas Mbya estão profundamente relacionadas ao manejo de seu entorno, rituais tradicionais vinculados ao corte de determinadas árvores, cipós e bambus entre outros, apresentam por si só aspectos étnicos vinculados à espiritualidade e a cultura Guarani. O desuso de algumas destas práticas e o distanciamento de uma situação ideal de subsistência somadas a proximidade a centros urbanos, fragiliza consideravelmente as práticas culturais dessas comunidades. A manutenção e a revitalização de modelos de subsistência ancestrais relacionadas à processos agrícolas, à produção artesanal e à disseminação do capital cultural destas populações foi a tônica para escolha das variedades florestais medicinais e frutíferas a serem inseridas nas aldeias, de acordo com as condições climáticas e as peculiaridades de cada uma das oito localidades envolvidas (as ações relativas aos quintais agroflorestais teve ramificações em aldeias nos municípios de Iguape/SP e Aracruz/ES.
Além do mapeamento dos recursos naturais das seis localidades envolvidas, foram realizadas em cada uma delas atividades de plantio de bambus (gigante, mossô e imperial) e mudas frutiferas (citrus, figo, jaboticaba, goiaba, etc), produção de biochar a partir da queima controlada de resíduos orgânicos e atividades de escalada para coleta de sementes, em todos os casos, com vistas à segurança alimentar, ao manejo de variedades florestais e frutíferas e na promoção, proteção e recuperação dos biomas da mata atlântica.